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18º Congresso Brasileiro de Sociologia
Resumo: 1897-1

Poster (Painel)


1897-1

SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL NA PRODUÇÃO DA CIDADE DE MARINGÁ: CONTRIBUIÇÕES À LUZ CONCEITUAL MARXISTA DO VALOR-DE-TROCA

Autores:
REIS, J.S1,1, RODRIGUES, A.L1,1
1 UEM - Universidade Estadual de Maringá

Resumo:
O presente estudo apresenta o processo de segregação socioespacial de grupos populacionais considerados de baixa renda, enquanto um componente da produção do espaço urbano da cidade de Maringá. Para tanto, partiu-se do estudo de que contemporaneamente, o espaço urbano é o lugar por excelência de processos de (re)produção social e sociabilidades, em que se cotejam situações de pobreza, exclusão social, segregação socioespacial, desigualdades, dentre outros, e, é também por excelência o espaço em que se apresentam os diversos interesses e projetos societários, dos quais decorrem o acesso desigual dos grupos sociais de baixa renda aos serviços e bens oferecidos no espaço da cidade capitalista, portanto no mundo urbano. Ao nos referirmos ao processo de segregação socioespacial em Maringá e sua análise à luz conceitual Marxista do valor-de-troca, apresentamos a cidade numa perspectiva de mercadoria, funcional para o capitalismo, de modo que, sob este viés o planejamento e a ocupação do espaço urbano da cidade de Maringá se dá sob padrões que sobrepujam o bem-estar e aquelas condições de dignidade e cidadania, legando um esforço hercúleo de sobrevivência para os segmentos da sociedade de menor poder econômico. O estudo que ora se apresenta resulta de uma longa pesquisa bibliográfica, e se complementa com a realização de pesquisa de campo, por meio de entrevistas com famílias beneficiárias de empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida na cidade de Maringá – PR.